A semântica, bem como a acessibilidade, podem ser aplicadas a tudo. Na construção de um prédio, na dissertarção de uma redação e claro, na criação de sistemas e websites.
Semântica, pode ser definido como: a realização de algo utilizando um padrão formal.
Como nesta imagem, você pode perceber a utilização da semântica quando se organiza os veículos de transportes com os tipos de transportes (terrestres, aéreos e aquáticos). Imagine que o “land”, “water” e “air” não estivesse nessa representação, ficaria uma bagunça, dificultando o entendimento e a leitura desta imagem.
No desenvolvimento de sites, é um pouco diferente, mas com o mesmo objetivo e conceito.
Nesta imagem ao lado (clique nela
para ampliar), tento mostrar bem como a semântica pode ser utilizada na criação de sites com a nova versão do HTML, definindo bem os elementos em seu local correto e definindo tag’s corretas para cada informação que será exibida ao cliente. Mas e o cliente saberá que o site está utilizando uma boa semântica na sua estrutura? Não, mas os mecanismos de buscas, leitores de telas e navegadores saberão, e é aí que a acessibilidade entra. Somando a compatibilidade do navegador com a interpretação do leitor de tela, as pessoas com deficiência poderão usufruir do site como deveria e como todo mundo usufrui.
Acessibilidade, além da sua definição clássica que é permitir que pessoas com deficiências ou mobilidade reduzida participem de atividades que incluem o uso de produtos, serviços e informação, também podemos incluir o direito de eliminação de barreiras arquitetônicas, de disponibilidade de comunicação, de acesso físico, de equipamentos e programas adequados, de conteúdo e apresentação da informação em formatos alternativos.
Não é fácil, a princípio, avaliar a importância dessa temática associada à concepção de páginas para a web. Mas os dados da W3C (Consórcio para a WEB) e WAI (Iniciativa para a Acessibilidade na Rede) apontam situações e características diversas que o usuário pode apresentar:
- Incapacidade de ver, ouvir ou deslocar-se, ou grande dificuldade – quando não a impossibilidade – de interpretar certos tipos de informação.
- Dificuldade visual para ler ou compreender textos.
- Incapacidade para usar o teclado ou o mouse, ou não dispor deles.
- Insuficiência de quadros, apresentando apenas texto ou dimensões reduzidas, ou uma ligação muito lenta à Internet.
- Dificuldade para falar ou compreender, fluentemente, a língua em que o documento foi escrito.
- Ocupação dos olhos, ouvidos ou mãos, por exemplo, ao volante a caminho do emprego, ou no trabalho em ambiente barulhento.
- Desatualização, pelo uso de navegador com versão muito antiga, ou navegador completamente diferente dos habituais, ou por voz ou sistema operacional menos difundido.
Um código HTML com uma boa formatação e semântica, pode ajudar muito o seu site tornar-se mais acessível.
10 Dicas rápidas para construir web sites
Guia completo e checklist: www.w3.org/WAI/
- Imagens e Animações: Use o atributo alt para descrever a função de cada elemento visual.
- Imagemaps: Use mapas client-side (o tag map) e texto para as regiões clicáveis.
- Multimídia: Inclua legendas e transcrições para o áudio, e descrições para o vídeo.
- Híperlinks: Utilize texto que faça sentido fora do contexto. Evite a frase “clique aqui”.
- Organização da Página: Use cabeçalhos, listas e uma estrutura consistente. Use CSSpara layout e estilo sempre que possível.
- Gráficos e Diagramas: Sumarize o conteúdo ou use o atributo longdesc.
- Scripts, applets e plug-ins: Para o caso de estarem desabilitados ou de não serem suportados pelo browser, forneça conteúdo alternativo.
- Frames: Use o tag noframes e empregue títulos significativos.
- Tabelas: Torne compreensível a leitura linha a linha. Resuma.
- Valide seu trabalho: Use as ferramentas, checklist e os guias disponíveis em http://www.w3.org/TR/WCAG.
Com a padronização da W3C, os designers e desenvolvedores estão sendo forçados a criar aplicativos mais acessíveis.
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