No início de 2009, o W3C anunciou a primeira especificação do HTML5.
A versão atual do HTML é a 4.0.1, e a versão final do HTML está prometida para 2012.
Foram feitas grandes alterações que favorecem a semântica, que incluem:
- novas API’s
- Elemento <canvas> para desenhos dinâmicos;
- Network status (online/offline);
- Utilização de um plugin gratuito de áudio e vídeo via tags;
- contentEditable – Editor rico de conteúdo;
- Drag and Drop de elementos;
- Cross-document e cross-domain messages;
- Histórico de navegação em Ajax;
- Geolocation API;
- Maior controle de dados sobre formulários;
- Armazenamento de dados no cliente;
- Web worker threads;
- Melhoria na depuração de erros;
- Entre outros avanços.
Esta evolução da linguagem padrão para web pode eliminar a necessidade de plug-ins para aplicações multimídia em navegadores. Diversos críticos consideram a tecnologia como um forte concorrente ao Flash do Adobe, Silverlight, da Microsoft, e o recente JavaFX, da Sun.
Recentemente, Shantanu Narayen, diretor executivo do Adobe, disse que o Flash não irá perder mercado, porem a versão 5 do HTML já está sendo chamado de “Flash-killer”. Estas tecnologias precisarão se adaptar rapidamente para conseguir manter-se no mercado, tão popular quanto hoje.
Na avaliação do co-diretor de ferramentas da Mozilla, Ben Galbraith, as tecnologias viabilizadas pelo HTML 5 como o Canvas para desenhos 2D e o armazenamento de conteúdos no desktop, permitirão que “usemos mais o browser do que nunca”.
Após dez anos sem atualizações, a forma como se escreve páginas na Internet passa por uma boa transformação. O HTML 5 oferece uma experiência web totalmente diferente para usuários e embora exista um longo caminho para ser finalizado, os navegadores mais importantes, como o Opera, Google Chrome, Safari 4, o novo Firefox 3.5 e o Internet Explorer 8 já implementaram partes da linguagem, incluindo tags de vídeo e suporte à tecnologia Canvas.
Na versão 4 do HTML, a atual, o navegador não distingue o que é topo, conteúdo, rodapé e menu, mas com o HTML 5 isso irá mudar, veja:
Estrutura de código com o HTML 4:
<body> <div id="topo">...</div> <div id="menu">...</div> <div class="content">...</div> <div id="barralateral">...</div> <div id="rodape">...</div> </div> </body>
Estrutura de código com o HTML 5:
<body>
<header>...</header>
<nav>...</nav>
<section>
<header>...</header>
<article>...</article>
<footer>...</footer>
</section>
<aside>...</aside>
<footer>...</footer>
</body>
Ou seja, agora o navegador terá um conhecimento real de como o layout está sendo renderizado, o que é o rodapé, o conteúdo, a barra lateral da direita e etc. E claro, isto irá auxiliar muito os mecânismos de busca a filtrar informações úteis ou não. Talvez o que está em “header” não interesse muito, talvez o mais importante será o que está dentro de “article”, e por ai vai as possibilidades de mudanças que a nova tecnologia nos dará.
Repare pela imagem representando o layout que os elementos header e footer não são exclusivos da página, mas pode ser usado para representar o topo e o rodapé de qualquer conteúdo (ou article).
Bom, não vamos extender muito o tópico, resumi bem e de forma simples o que é o novo HTML.
Nos próximos artigos sobre o HTML 5 eu vou mostrar detalhadamente sobre as novas TAGs e atributos e quais são suas funcionalidades. Também irei mostrar um exemplo prático de como desenvolver o HTML 5.
Abraços!
Posts relacionados: